Tecnologia, design, responsabilidade social e o cenário dos jornais no Brasil e no mundo. Esses foram alguns dos assuntos debatidos no 7° Congresso Brasileiro de Jornais, que ocorreu nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo.
Sob o tema “O Brasil e a Indústria Jornalística em 2020″, palestrantes nacionais e internacionais – entre eles o deputado Miro Teixeira, o diretor do Grupo Estado, Ricardo Gandour, e o ministro da Indústria e Comércio, Miguel Jorge – discutiram, principalmente, sobre a “reconstrução do jornal para a era digital”.
De acordo com pesquisa realizada este ano pela WAN (Associação Mundial de Jornais), o mercado americano registra frequentes quedas na circulação e no faturamento publicitário de seus jornais. Os números apresentados pela Associação Nacional de Jornais, ANJ, são idênticos.
Em países emergentes, como China, há um aumento contínuo na circulação de jornais. No Brasil, desde 2004, a alta tem sido constante, assim como a recuperação no faturamento. No ano passado, o aumento de circulação dos jornais no País foi de 11,8%, além do crescimento na participação publicitária de mais de 16%.
A internet no Brasil também não fica para trás. De acordo com dados apresentados no Congresso por Caíque Severo, diretor de conteúdo do Portal IG, uma pesquisa do Datafolha aponta que o País alcança a marca de 59 milhões de internautas.
Durante o painel de encerramento do congresso, especialistas discutiram a respeito das novas perspectivas sobre o futuro do jornalismo impresso e a necessidade de mudanças radicais na área.
De acordo com Rosental Calmon Alves, jornalista que há anos leciona e estuda no Texas, “a sociedade indutrial está sendo substituída pela sociedade de informação e do conhecimento. Surge um outro sistema de mídia, e a internet é apenas a ponta mais visível de uma nova revolução, a revolução digital”.
Para o ministro Miguel Jorge, em cerca de dez anos, a indústria brasileira de jornalismo “refletirá o Brasil de 2020: os jornais sobreviverão e se apropriarão das novas mídias em seu proveito”.
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Texto publicado no mural do Núcleo Experimental de Comunicação Plena da minha universidade. Baseado em notícias do Portal da Imprensa e do Observatório da Imprensa.