O “culto” às celebridades tem se fortificado nas últimas décadas. Milhares de pessoas em todo o mundo passam a consumir – quase literalmente – todos os tipos de informações sobre os famosos. Quando se trata de notícias sobre as celebridades, é fácil encontrar fatos cotidianos ou pouco relevantes tidos como “grande novidade” ou “bomba do momento”. São atores, atrizes, apresentadores e famosos em geral que perdem a privacidade têm suas vidas retratadas nos meios de comunicação ao redor do mundo.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o cidadão é nutrido com doses diárias de fotografias das celebridades hollywoodianas caminhando, almoçando, passeando, enfim, vivendo. Os paparazzi – termo italiano para fotógrafos de celebridades – caçam os famosos em busca de flagras e novidades sobre suas vidas particulares. Artistas como Madonna, Britney Spears, Brad Pitt e David Beckham vivem suas vidas cercados pelos olhos do público – este, por sua vez, também anseia por saber cada vez mais sobre os famosos. É um ciclo vicioso.
Aqui no Brasil, as coisas não são diferentes. Há, cada vez mais, programas pautados em torno das celebridades. Conseqüentemente, o público encontra-se envolto a este cenário e as opções para entretenimento ficam, muitas vezes, limitadas às notícias sobre este assunto.
Poderia discutir aqui o lado sociológico dos fatos e argumentar que os cidadãos “comuns” gostam de ver os artistas em seu dia a dia para sentirem-se próximos a eles e terem-nos como seres igualmente passíveis de erros. Afirmaria também que a mídia manipula as pessoas e que o público não controla o que a imprensa faz. Mas como estudante de Jornalismo e espectadora do show business, seria uma enorme falha justificar os acontecimentos apenas com algumas dessas citações. E isso aqui é um blog, não um livro.
O mercado das celebridades é lucrativo – que o digam os tablóides. Parece haver, cada vez mais, uma demanda maior por histórias (preferencialmente sórdidas) dos famosos. Os meios de comunicação são dotados de um poder capaz de transformar um cidadão comum em celebridade.
Programas como Big Brother alcançam um enorme público – vide o número crescente de inscritos para cada nova edição do programa no Brasil. O crescimento dos shows de realidade em todo o mundo é um reflexo da cultura atual, consumista, que aponta a cada dia um novo herói na tevê. E a ânsia por ser um deles é igualmente enorme – seja por motivos financeiros, por almejar uma carreira sólida no ramo ou, simplesmente, por uma questão de ego.
Veja aqui as fotos mais caras de paparazzi da história. Nem sei o que comentar sobre a foto da Anna Nicole Smith.




